@MASTERSTHESIS{ 2024:501274752, title = {Avaliação da aprendizagem motora e sua correlação com qualidade de vida, participação e funcionalidade em adolescentes com paralisia cerebral: estudo observacional transversal}, year = {2024}, url = "https://bdtd.unifal-mg.edu.br:8443/handle/tede/2649", abstract = "Introdução: : A Paralisia Cerebral (PC) é caracterizada por alterações na postura e no movimento, que podem limitar o desempenho funcional e impactar a participação e a qualidade de vida (QV). A aprendizagem motora (AM), caracterizada pela aquisição, retenção e transferência de habilidades por meio da prática, é essencial na reabilitação, favorecendo mudanças permanentes na capacidade funcional e participação em diferentes contextos. Objetivo: Verificar a AM de adolescentes com PC, em comparação com adolescentes neurotípicos e suas correlacões com qualidade de vida, participação e funcionalidade. Métodos: A amostra foi composta por 24 adolescentes (12 com PC e 12 neurotípicos), pareados por sexo e idade. O Teste Não Verbal de Inteligência Geral - BETA III foi empregado para caracterizar o funcionamento cognitivo dos participantes do grupo PC. O Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS) e o Sistema de Classificação da Habilidade Manual (MACS) classificaram os níveis de comprometimento motor e habilidade manual, sendo utilizados também como parâmetros de funcionalidade. A AM foi avaliada com a parte A do Teste de Trilhas, adaptado para uma versão digital, incluindo ambientes que pudessem verificar aspectos da AM como aquisição, retenção e transferência de habilidades. A QV foi medida pelo Kidscreen-27, enquanto a participação foi avaliada pela medida da participação e do ambiente – crianças e jovens (PEM-CY), considerando os contextos de casa, escola e comunidade. As análises estatísticas foram realizadas com o SPSS 20.0, aplicando o teste de Shapiro-Wilk para verificar a normalidade dos dados. As variáveis de desempenho motor (tempo e erros) foram analisadas pelo teste não paramétrico de Mann-Whitney, e a QV foi comparada entre os grupos pelo teste t para amostras independentes. A correlação entre funcionalidade (GMFCS e MACS), participação (escola e comunidade) e as variáveis de AM (tempo e erro) foi investigada com o teste de correlação Spearman. Resultados: A maioria dos participantes era do sexo masculino (91,7%). Entre os adolescentes com PC, 53,3% apresentavam PC espástica unilateral e 91,7% estavam nos níveis I ou II do GMFCS. No MACS, os níveis foram distribuídos igualmente entre I, II e III (33,3% cada). No BETA III, a maioria teve desempenho médio esperado para a escolaridade em inteligência não verbal (66,6%) e na velocidade de processamento (83,3% apresentaram desempenho inferior esperado). Foi observado aumento significativo no tempo de execução em todos os ambientes do Teste de Trilhas Adaptado no grupo PC, bem como no número de erros nos ambientes 6 (retenção, p=0,045) e 8 (transferência, p=0,008). Diferenças na participação foram observadas na escola (p=0,033) e na comunidade (p=0,033) com menor envolvimento do grupo PC em atividades escolares e comunitárias. No grupo PC, o tempo e os erros em determinados ambientes do teste correlacionaram-se com barreiras na escola (ambientes 1A: p=0,037, r=0,604; 4A: p=0,002, r=0,786; 5A: p=0,011, r=0,701; 6A: p=0,018, r=0,666; 8A: p=0,006, r=0,741) e na comunidade (ambientes 3A: p=0,018, r=0,666; 5A: p=0,031, r=0,621). Além disso, os erros correlacionaram-se negativamente com a participação na comunidade, tanto no número de atividades realizadas (p=0,036, r=-0,608) quanto na frequência de participação (p=0,033, r=-0,615). Não houve diferenças estatísticas na QV entre os grupos, inviabilizando análises correlacionais para essa variável. Também não foi encontrada correlação entre funcionalidade (GMFCS e MACS) e desempenho no Teste de Trilhas Adaptado. Conclusão: Os resultados indicam que a complexidade da tarefa e as oportunidades de participação na escola e na comunidade influenciam diretamente o processo de AM. As intervenções devem priorizar tanto o desenvolvimento de habilidades motoras quanto a promoção de maior envolvimento nos diferentes contextos de vida, considerando a participação como uma meta essencial da reabilitação.", publisher = {Universidade Federal de Alfenas}, scholl = {Programa de Pós-graduação em Ciências da Reabilitação}, note = {Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação} }